Passei um bom tempo da adolescência e juventude me apaixonando, em busca de um amor de verdade, querendo um namorado perfeito, um cara com mil qualidades e alguns defeitinhos aceitáveis. Pensei, algumas vezes, ter encontrado, até ter certeza de que ainda não era pra mim.
Pois foi exatamente quando eu deixei de procurar, que ele me encontrou. Foi quando achei que só o trabalho me bastava e que não tinha tempo pra mais aventuras amorosas que aconteceu o amor. Não era perfeito, ainda bem, mas tinha - e ainda tem - muito mais qualidades que defeitos, e ainda assim, bem diferente e bem melhor do que eu sonhei.
Nasci oito anos na frente dele - hehe -, já estava formada, quando ele prestou vestibular, morava sozinha e ele com os pais, mais ou menos como Eduardo e Mônica. E ainda assim, era bem mais maduro e pés no chão do que os caras da minha idade. Educado, gentil, determinado e autoconfiante. Foi assim que me conquistou, sem joguinhos, mas de peito aberto!
Alguns encontros, não apenas o nosso, só podem ser obra do destino. E eu digo isso porque as histórias de amor mais bonitas que conheço - as reais - não começaram por acaso, não mesmo!
Voltando a nós, é fácil perceber que muita coisa mudou, desde que começamos a namorar. E ainda bem, porque precisamos crescer, evoluir. Neste último ano, por exemplo, quando trocamos Marau por Brasília, inevitavelmente, nos aproximamos muito mais. Somos eu e ele, apenas, e estamos achando ótimo, apesar da saudade da família e dos amigos.
Nem preciso lembrar que passamos por muitas aventuras juntos, algumas memoráveis e outras que gostaria de esquecer, mas não tem como. Foi em virtude dos piores momentos que vieram os melhores. Foram os maiores obstáculos, aqueles que julgamos não conseguir suportar, que fizeram de nós pessoas melhores. E de novo eu digo, foi a toa? Não, estou mais convencida de que precisamos passar por algumas provações, como testes que nos levam a próxima etapa, pra saber se somos mesmo capazes, ou até merecedores! É o que me dá coragem quando enfrento qualquer tempestade, imaginar que tudo vai passar, e que eu preciso enfrentar.
Sete anos é tão pouco, perto do tempo que eu quero passar com o Roberto, então eu sei que tenho muito que aprender, muito pra viver. Por enquanto só agradeço a Deus por ter um maridão companheiro, amigo, carinhoso, paciente - grande virtude! - , responsável, comprometido, batalhador, corajoso, honesto, verdadeiro, humano, lindo, divertido, alegre.... e muitos adjetivos mais hehehe!!!
Beijinhosssss
